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O tempo passa de ligeiro e com ele eu conto as horas, não sei o que se passa comigo, o que tenho eu dentro de mim, se gosto de ser humilhada e se quero ficar presa ao passado toda a vida. Um lado não quer, quer me trazer à realidade, ao presente, a este presente onde tenho nas mãos amor que não sei aproveitar, mas no final de contas sou apenas um desgraçado ser humano que por ver o teu reflexo nesse amor todo pensa que todos os outros são a tua imagem. Nasceria de novo para voltar a poder tirar proveito dos nossos momentos de novo, para te poder dizer todos aqueles “amo-te’s” que da minha boca não saíram, para poder desfrutar de todos aqueles abraços, beijos e carinhos que tu me oferecias ao pedir fidelidade em troca, mas de que adiantou se fui traída, a culpa foi de ambos e ambos decidimos por fim a isto mas se nascesse de novo ainda agora estaríamos juntos e eu não teria saudades tuas. Eu sei que com o tempo aprenderei que não existem somente pessoas como tu, que existem mais pare além desses, existem talvez melhores que farão “parte de mim” e que me completaram muito melhor que tu. Sinto saudades e nem a todos digo o quanto me fazes falta, digo apenas a um “quem” que me ajudou a levantar e mostrou-me estar livre. Há peças que não encaixam como se não pertencessem à historia mas todas elas fazem parte, mas essas peças são as que relatam o futuro que virá, mas enquanto não largar esta maré que me consome nunca abrirei portas ao sol que quer entrar por dentro de mim, não estou sozinha mas sinto falta de algo, ou de algum sitio, ou pessoa, ou talvez sinto falta e acima de tudo saudades tuas .

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