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O teu nome deixou de soar no meu ouvido, a tua mão deixou de soar juntamente com a minha, a tua voz torna-se baixinha, deixei de poder sentir os teus lábios, os teus abraços, a tua presença tornou-se pouca mas eu juro que não te apaguei de mim. Nada nem ninguém te substitui-o mesmo sendo essa a minha vontade, posso ter negado o meu sentimento mas negar não significa esquecer. Talvez tenha precisado de tempo para crescer, compreender as coisas, mas eu nunca te quis magoar, eu sempre fui a mesma, sempre entendi as coisas da mesma maneira, mas agora é tudo mais claro. Eu sinto-te presente mesmo que não estejas comigo, mesmo que não te possa tocar, mas tornaste-te de tal maneira viciante que eu não consigo esconder que não me és indiferente. Só tu me compreendias, só tu me ouvias e davas soluções, e o teu respirar era sempre a última coisa que ouvia antes de sonhar contigo. Vivemos um inferno, tanto que ter-te comigo era já quase impossível mas mesmo assim quando chegou a hora, doeu, mesmo de verdade, mesmo que não tenha rolado lágrimas doeu, matou e esses dias nunca esqueci, tal como a tua simples maneira de ser. Desde o inicio que diziam não resultar, e é a pura das verdades, acabou tão devagar como começou. O nosso futuro foi como um avião que se despenhou no meio do mar, onde eu procuro as recordações do passado vivido contigo, comigo, connosco.

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