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family
Vejo os segundos, os minutos, as horas e até dias a passar e continuo sem chegar a uma conclusão, apenas existe um eco na minha cabeça que está sempre a interrogar “porque foste embora?”. Enquanto estavas do meu lado fazias-me feliz, a pessoa mais feliz do mundo, mas desde o momento que preferiste criar leis sem fundamentos, e julgar o que tinhas no bolso, doeu mais que espetares-me uma faca no peito. Mesmo do outro lado do mundo fizes-te me acreditar em sonhos e ilusões, ilusões essas que poderias me levar contigo, levar-me para perto do que eu mais queria. Mas na minha cabeça era só isso que fazia sentido. E quando chegou o momento de dizeres um adeus, eu morri por dentro, foi como uma bomba relógio que tinha acabado de rebentar. Foram muitos dias a chorar por ti, a pensar na falta que me fazias e que até podias nunca mais voltar. Mas agora que já passou um ano e já só te vejo por rede, penso que foi melhor não ter fugido à dor naquele avião, mas sim ter continuado cá, e ter enfrentado tudo o que mais temia, não vou dizer que não tenho saudades porque é isso que me corrói por dentro mas que não imagino a minha reacção ao ver-te e perceber que a pessoa que eu criei não me conhece como da família.
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