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Sentada num banco de jardim recordo todos os abraços que trocamos, num instante fecho os olhos e pára tudo, olho para o meu lado e estavas lá tu. Deste-me a mão e no teu suave toque me levas-te pelo verde daquele parque. As tuas palavras suavam no meu ouvido com uma música que nunca mais tinha fim, abraçavas-me e dizias que seriamos um só para sempre, que nunca me deixarias cair no desespero novamente e que nunca ias permitir que me magoassem de maneira alguma. Os teus carinhos eram como um novo acordar que me deixava maravilhada e naquele momento já nem as crianças que se divertiam a brincar no parque próximas de nós faziam barulho superior ao do meu coração a bater, porque simplesmente tu me fazias sentir amor verdadeiro. O que era cheio de cores e com ambiente agradável passou a ser escuro e sem natureza a habitar. Guias-te me a um poço que me forças-te a ver de perto, e na ingenuidade de uma apaixonada baixei a cabeça para fixar os olhos no que existia dentro daquele buraco e tu sem dó nem piedade afundaste-me lá. Implorei-te que me tirasses de lá mas só me soubeste virar as costas e seguiste o teu miserável caminho. Chorei tanto, senti-me perdida e sem ninguém que me pudesse tirar daquele espaço desabitado. Gritei mas nem isso te fez voltar atrás, mas mesmo assim com tudo o que me fixes-te eu abraçei-me ao boneco que me deste no nosso passeio e fechei os olhos que se enchiam de lágrimas. E de um momento para o outro, posso até dizer num lápice abro os olhos e estava sentada no banco que ao inicio recordei os nossos momentos e ali estava abraçada ao vazio. Levantei-me peguei na mala e corri dali para fora sem olhar para trás com medo de te encontrar.
“ E assim foi o fim da nossa história que nem sequer chegou a começar . “

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